Quase 18 / Almost 18

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Querida Clara, Em breve será 27 de Março, momento em que terás completado 18 passagens em torno do sol. É o teu aniversário. Lembro-me bem naquela noite, quando me sentei no hospital, durante a madrugada, acompanhando a tua mãe enquanto te dava à luz. Todos os “futuros” pais portugueses estavam juntos, numa sala de espera e não a acompanhar as respectivas companheiras. Achei curioso não quererem assistir à “chegada” dos filhos. Entendi tal como um costume social. Lembro-me também de decidir o teu nome, “Clara”. Foi a minha ideia, e a tua mãe acompanhou-me. Pensei que esse nome sugeria clareza e luz. Também de forma inconsciente, recordei uma antepassada minha, do século 19, cujo nome havia sido Clara. Quando entraste neste mundo, uma pequena e lívida bebé (como todos os bebés quase cor lilás), não tinha ideia de que serias – apesar das coisas tristes e trágicas que aconteceram três anos e meio mais tarde – na verdade, uma portadora de luz e clareza para mim.

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Os três anos e meio a partir do momento em que nasceste foram os mais alegres e felizes da minha vida. Era eu que cuidava a todo o tempo de ti. Alimentei-te, troquei-te as fraldas, lia-te, e estava quase todo o tempo contigo. A tua mãe ocupava-se a fazer os seus filmes, a escreve-los, a viajar para os apresentar.  Era o meu papel cuidar de ti, brevemente, por seis meses em Lisboa, em seguida, por um ano e alguns meses em Paris, e, finalmente, em Roma por quase dois anos.  Nesse tempo, aprendi muito através de ti, particularmente coisas que não ser aprendidas de outra maneira. Era eu também a “tua mãe” pelo menos psicologicamente. Sentaste-te ao meu colo quando editei o meu primeiro filme de vídeo digital, “Londres Brief”, no estúdio de Edgar Pera’s Akademia Galaktica Lusitania em Lisboa. Estavas nos meus braços enquanto aprendia a pintar. Estavas ao meu lado quando fiz Nas Correntes de Luz da Ria Formosa, em Cabanas, no Verão, e passeaste longas caminhadas num carrinho de 3 rodas em Paris, enquanto filmava Oui Non.  A tua voz está no som desses filmes.  Estavas também comigo quando fui a um festival na Noruega, e quando sua mãe e eu viajámos para um festival em Yamagata Japão que exibia um dos meus filmes.   Estiveste sempre comigo nesses três anos e meio, salvo duas semanas quando tinha de ir a festivais ou outros eventos. E quando digo comigo, digo todos os dias, até que, no ultimo ano, quando foste para uma escola em Montessori, com vista para as Termas de Caracalla, em Roma, e aprendeste (muito bem) italiano.   Cada um desses dias foi para mim de uma pura alegria e clareza.

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Falávamos, jogávamos á bola na praça local, e divertíamo-nos em parques infantis onde brincavas em baloiços, ou quando nadávamos no Lago Martignano, fora de Roma, ou no mar em Cabanas. Andámos nas cercanias de Lisboa e Paris e Roma, nas ruas e em museus e cafés. Ensinávamo-nos um ao outro. Aprendi mais do que possa expressar e ao mesmo tempo de uma forma que não calcula ser possível. Mudaste-me muito, para melhor. E agradeço-te, Clara, por isso.

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E então, foste sequestrada. Em 02 de Novembro de 2000, a tua mãe voltou a Roma, após filmar “Agua e Sal” em Portugal, (no filme, tu fazias de criança sequestrada por uma mulher semelhante a ela), e quando eu saí para uma curta viagem de três dias a Madrid, ela levou-te, sem o meu consentimento, para Lisboa, onde se escondeu – de tal forma que a família e os amigos não sabiam do seu paradeiro. Ao fazer tal, violou a lei italiana e a Convenção de Haia sobre Sequestro Internacional de Crianças, e mais importante e tragicamente, ela violou você.

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Em 27 de Março de 2015, terás 18 anos. Sob a lei Portuguesa (e da maioria dos países ocidentais), serás considerada legalmente como responsável pelo que fizeres. A sociedade assume que nessa idade se aprendeu o suficiente para se tomar decisões e julgamentos por si mesmo, sobre o que é certo e errado, sobre o que se deve fazer. Legalmente és considerada uma pessoa adulta e não mais uma criança. Podes fazer o que quiseres e legalmente um pai não te pode impedir de tal. . Existem, naturalmente, outras coisas além da lei. O mais provável, especialmente nestes dias, de restrições económicas, é a limitação ao que podes fazer, como ir viver longe de casa da tua mãe, por exemplo. E há os factores psicológicos – quando se está acostumado a certas coisas, com padrões difíceis de quebrar, mas com o tempo deves tentar quebrar os mesmos, por mais difícil que possa ser. E é claro que existem as tuas relações com as pessoas – família, escola, e outras pessoas. Esses laços podem ser fortes, para o melhor e o pior. Digo-te apenas que legalmente podes fazer o que quiseres e que ninguém (pai, mãe ou familiar) te pode impedir.

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Como escrevi antes, és norte-americana, cidadã por direito de nascença. A embaixada americana em Lisboa tem isso no registo, e vai emitir um passaporte americano se solicitares. Podes se quiseres ir para os EUA e terás entrada directa, apenas com o teu passaporte, sem necessidade de visto. Quando quiseres fazer isto, seja agora ou mais tarde, farei o que for necessário para te auxiliar. Basta avisares-me. . Desde que foste sequestrada, cerca do ano 2000, não tive quase nenhuma informação ou notícia de ti. Os “amigos” que eu tinha em Lisboa – Vera Matero, João Pedro Rodrigues, Serge Treffaut, Inez e Maria de Madeiros, Vasco Pimentel e outros, todos os amigos de sua mãe, simplesmente cessaram toda a comunicação comigo.  Como, é claro, fizeram o irmão de sua mãe, irmã e outros membros da família.  Algumas dessas pessoas estavam directamente envolvidas no processo de sequestro: Vasco, Serge, sua avó, sua tia.

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Observei Teresa em épocas anteriores, quando estávamos juntos, e quando alguém a “traía”, nem que apenas em pensamento, ela tendia a romper fosse com quem fosse, de forma dura e permanente. Todos sabiam da sua natureza, e como ela era na época considerada uma espécie de “poder” no pequeno mundo do cinema Português. Protegiam-se permanecendo seus amigos. Um aspecto bastante normal embora feio que sucede em muitos divórcios ou situações similares. Por outro lado, não sei quase nada sobre ti, além do que posso decifrar a partir das tuas postagens do Facebook, sabendo apenas que nunca recebi uma palavra. Durante anos, nem uma fotografia tua eu tinha, até teres a tal página no Facebook.

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Como julgo saberes, mantenho um blog (para ti) desde 26 Março de 2009 (https://paginasparaclarinha.wordpress.com/post/6015308/37/). Estou igualmente certo de o lês, juntamente com muitos outros, em Portugal e em todo o mundo.  Conhecendo tão pouco sobre você, e sobre o seu relacionamento com sua mãe, não tenho hipóteses reais de saber seja o que for, salvo o que sei (anteriormente) acerca de Teresa, e sobre a própria natureza humana, e depois de ler sobre o tipo de comportamento que sequestradores e “alienadores parentais” geralmente exibem. Quando eu morava com a tua mãe, como já escrevi antes, ela falou sobre a sua preocupação acerca da sua própria estabilidade mental, referindo-me uma tia dela, que tinha sido institucionalizada. Via-a agir por vezes de forma um pouco desequilibrada, e a manter uma certa tendência para a paranóia. Existiram outras situações, em que tal tendência se identificava, tal como quando brincavas à escalada e ela desencorajava tal (ao contrario de mim) mostrando-se hiper protectora, ou o comportamento para com amigos meus, como quando um deles me visitou e Teresa foi tão detestável para ele que se foi embora na manhã seguinte. Na época, disse-me que tinha medo que o meu amigo te fosse matar!

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Dado o que eu observava, e também as evidências dos seus próprios filmes (particularmente como te usou em Agua e Sal, que era uma “ficção” antecipatória do que seria executado na realidade), juntamente com a literatura profissional sobre “alienadores”, aquilo que ela é desde o início encaixa exatamente – diante de todas estas coisas, imagino que o vosso relacionamento, infelizmente, não seja maravilhoso. Espero estar errado, mas a evidência de que disponho, sugere o contrário. . Se for esse o caso, e se desejares sair de casa e se precisares de ajuda, tentarei fazer o que for possível por ti. Vem a 27 de Março, legalmente podes fazê-lo.  Podes contactar comigo por e-mail via clarandjon@msn.com, ou com o Skype (Jon Jost), ou através do meu Facebook, usando o serviço de mensagens.

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Tenho muito mais para contar, o que você deve saber para o teu próprio bem-estar e futuro, e vou fazê-lo aqui, se necessário, embora prefira muito mais não fazê-lo publicamente, como tive de fazer nos últimos 6 anos nas postagens do blog. Anos atrás enviei cartas e presentes para o teu endereço coreto, por correio registado, e foi tudo devolvido por morada incorrecta, onde na mesma porta, vi a tua mãe entrar há 4 anos, na Rua do Século. E assim fui forçado (pela tua mãe) a começar a falar contigo em termos públicos, porque caso contrário, não conseguiria falar contigo, fosse de que modo fosse. Prefiro muito mais fazê-lo em privado, por isso espero que me contactes. Lamento que, devido às coisas que não podemos controlar, estes importantes anos tenham passado, e isso foi causado pela tua mãe. . Era desnecessário, completamente egoísta da parte dela, e trágico. Mas, para teu próprio bem, deves tentar deixar isso atrás de ti. E, assim, para o teu próprio bem – para isso não pairar sobre ti como um albatroz, o fantasma de um pai desconhecido – devemos conhecer-nos e ter a hipótese de isso acontecer sem interferência, como deveria ter sucedido nestes últimos 14 anos e meio. . Como o teu aniversário se aproxima, desejo-te o melhor para a vida, e teu futuro. Como acho que sabes, como teu pai, sempre te amei, tal como agora. Amo-te, Clarinha!

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 Dearest Clara, It will soon be March 27, and on that day you will have spun around the sun, while here on planet earth, some 18 times. It will be your birthday. I remember well that night, when I sat in the hospital deep into the morning, accompanying your mother through the process of your coming into our world. I noted that all the Portuguese fathers-to-be were not there, but sitting outside, together in a waiting room. Curious to me that they did not wish to see their children arriving here – I suppose a social custom. I also recall deciding your name, “Clara.” It was my thought, and your mother went along with it. My thought was that such a name meant clarity and light. Also, perhaps in some unconscious way, I thought of an ancestor of mine from the 1800’s whose name had been Clara. When you entered this world, a small and livid new-born infant (you were, as infants are, nearly purple in color), I had no idea that indeed you would – despite the sad and tragic things that happened 3 and a half years later – indeed be a carrier of light and clarity for me.

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The three and a half years from the time you were born were the most happy and joyous of my life. I was, for that time, overwhelmingly, your caretaker. I fed you, changed your diapers, read books to you, and was with you almost everyday, all day. Your mother was busy most of the time making her films, or traveling with them, or writing them. It was my role, and joy, to care for you those years – briefly, for six months in Lisboa, then for a year and some in Paris, and finally in Roma for almost two years.

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In that time, through you, I learned so very much – things which perhaps can be learned no other way. For you, unknown to you, I was in effect your mother, at least psychologically. You sat on my lap when I edited my first digital video film, London Brief, in the studio of Edgar Pera’s Akademia Galaktica Lusitania in Lisboa. You were in my arms as I learned to paint. You were at my side as I made a film, Nas Correntes de Luz da Ria Formosa, in Cabanas in the summer, and you went on long walks with me in a 3 wheel stroller in Paris, as I shot OUI NON. Your voice is on the tracks of those films. You were with me when I went to a festival in Norway, and when your mother and I traveled to a festival in Yamagata Japan which was showing one of my films. You were, in those three and a half years with me all the time, all but about two weeks when I was gone to festivals or other things. And when I say with me, I mean all day, until in the last year, when you went to a Montessori school overlooking the Baths of Caracalla, in Rome, and you learned Italian (quite well). Each of those days for me was pure joy and clarity. Each of those days we spoke, we went to kick a soccer ball in the local piazza, to children’s parks where you climbed and went on swings, and to swim in Lago Martignano outside Rome, or in the sea in Cabanas. We went around Lisboa and Paris and Roma, on the streets and in museums and cafes. I taught you and you taught me. What I learned was more than I can express and while in a way you had no idea you what you were doing, you profoundly changed me, immeasurably for the better. And I thank you dear Clara for that.

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And then you were kidnapped. On Nov 2, 2000, your mother returned to Rome from shooting her film Agua e Sal from Portugal, (in which film she cast you as a child kidnapped by a woman looking very much like herself), and when I went for a short three day trip to Madrid for a screening, she took you, without my consent, to Lisboa, where she went into hiding – such that family and friends did not know she was there. In doing so she violated Italian law, she violated the Hague Convention on International Child Abduction, and most importantly and tragically, she violated you.

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On March 27, 2015, you will be 18. Under Portuguese law (and most Western countries) you will be considered old enough to be personally responsible for what you do. Society assumes that at your age you should have learned enough to be able to make decisions and judgements for yourself, about what is right and wrong, about what you should do in and with your life. Legally you are considered an adult and no longer a child. You can do what you want and legally a parent cannot make you do otherwise. . There are, of course, other things aside from the law. Most likely, especially in these days, economic strictures will limit what you can do – to go live away from you mother’s home, for example. And there are the psychological factors – that you are accustomed to certain things, and perhaps these patterns are difficult to break, though in time you must break many of them, however hard it may be. And of course there are your relations with people – family, school, and whomever else. These ties can be strong, for better and worse; they can be good or bad. So I tell you only that legally you can do what you wish and no parent or other family can keep you from doing so.

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As I wrote before, you are an American, a citizen by birthright. The American Embassy in Lisboa has this on record, and will issue you an American passport if you file for and request one. You may, if you wish, go to the United States and will be given direct entry – you will not require a visa, simply your passport. If you wish to do this, if not immediately, but some later time, I will do whatever I can to help you. You need only let me know. . Since you were kidnapped, way back in 2000, I have had almost no information or word about you. Those “friends” which I had in Lisboa – Vera Matero, Joao Pedro Rodrigues, Serge Treffaut, Inez and Maria de Madeiros, Vasco Pimentel and others, all friends of your mother – simply stopped all communication with me after you were taken. As, of course, did your mother’s brother and sister and other family members. Some of these people, once it happened, were directly involved in the process of kidnapping you: Vasco, Serge, your grandmother, your Aunt.

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I observed Teresa in earlier times, when we were together, and when someone “betrays” her, in her mind, she tends to break with them harshly and permanently. Those people all knew her nature, and as she was at the time considered a kind of “power” in the small Portuguese film world, I think they were in a way protecting themselves from what she would do if they were to remain my friends. A rather normal and ugly aspect of many divorces or situations similar to them. In turn I know almost nothing about you aside from what I could decipher from your FaceBook postings as all those who knew Teresa, and know you, declined to say a word to me. For years I had not even a photograph I could see, until you put up a FaceBook page.   As I am sure you know, I have maintained a blog for you since March 26, 2009 (https://paginasparaclarinha.wordpress.com/post/6015308/37/). I am equally sure you have and do read it, along with many others in Portugal and around the world.

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Knowing so little about you, and about your relationship with your mother, I have no real grounds to know anything, outside of what I do know about Teresa before, and about human nature, and having read some, the type of behaviour that kidnappers and “parental alienators” generally show. When I lived with your mother, as I have written before, she indicated that she herself was concerned about her mental stability, and cited an aunt of hers who had been institutionalized. While when I was with her I sometimes saw her acting in ways that might have, had she been another person than the one I lived with, made me think she was a bit unbalanced, as did her tendency to be paranoid. I had more than a few instances where this tendency showed itself – with you as a young child playing where she was overly worried and protective (like climbing on a jungle gym, which she discouraged and I encouraged) – or her behavior to friends of mine, one of whom came to visit and Teresa was so awful to him he left after one day, early in the morning. At the time your mother said she was afraid he was going to kill you! Given these things which I directy observed, given the evidence in her films (especially how she used you in Agua and Sal, which was a predictive “fiction” which she wrote and shot and then executed in reality), along with the professional literature about “alienators,” the descriptions of which she has from the outset fit exactly – given all these things I must imagine your relationship, sadly, may not be too wonderful. I hope I am wrong, but the evidence I have available, suggests otherwise.

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If that is the case, and you do wish to leave her house and you need help, I will try to do what I can for you. Come March 27th, you can, legally, do so. You may contact me with by email, clarandjon@msn.com, or with Skype (Jon Jost), or you can do so on my FaceBook, using the messaging there.  I have many more things to tell, which you should know for your own well being and future, and I will do so here if necessary, though I would much prefer not to do so publicly, as I have had to do the last 6 years on these blog postings. Years ago I sent letters and gifts to your proper address, to you, by registered mail, and they were returned with the claim you did not live there – the same door I saw your mother enter 4 years ago on Rua do Seculo. And so I was forced by your mother to speak with you publicly if I were to communicate with you at all. I would much prefer to do so privately, so I will look for you to contact me so I can do so.

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I am sorry that owing to things neither you nor I could control, these many important years have gone by, and that what was done to you by your mother happened at all. It was needless, utterly selfish on her part, and tragic. But for your own sake, you must try to leave it behind you. And as well, for your own sake – so it does not hover over you as an albatross, the ghost of an unknown father – we should meet and have the chance, now that it can be done without interference, to know one another as we should have these past 14 and a half years. . As your birthday approaches, I wish you only the best for your life, and your future. As I think you know well, I have, as your father, loved you all this time, as I do now. . Amo-te, Clarinha!

CLARA22PROImages from the film Piccoli Miracoli

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One thought on “Quase 18 / Almost 18

  1. Pingback: Uma Lettera Para Clara (#18) | Paginas Para Clarinha (Vol. 2)

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